
Encruzarte volta a Mangualde com mais produtores, showcookings e um jardim de luz
Quando o dia der lugar à noite, a Quinta D. Leonor acender-se-á para contar uma nova história. Chama-se ‘Glow Garden’ e é a principal novidade da terceira edição do Encruzarte, que, de 7 a 9 de agosto, volta a juntar vinho, gastronomia, cultura e património em Mangualde.
A iniciativa cresce para 17 produtores, reforça a aposta nos showcookings e e garante ser uma das principais montras da casta Encruzado e dos produtos endógenos da região.
A apresentação do evento decorreu esta terça-feira, nos jardins que lhe dão vida, onde o presidente da Câmara de Mangualde, Marco Almeida, destacou o crescimento do Encruzarte desde a primeira edição, revelando que o número de produtores passou de sete para 17, um aumento de cerca de 143%.
“Este é um sinal claro de que, efetivamente, o evento nasceu, mas rapidamente conquistou um espaço no panorama regional. Temos 17 produtores, começámos com sete e esse é um sinal claro de que, efetivamente, há uma confiança total no trabalho que é feito por este município, mas, acima de tudo, uma valorização clara de que os territórios podem e devem, através da valorização dos seus produtos, criarem estas experiências que são enriquecedoras”, afirmou.
O autarca lembrou que Mangualde está inserido “num território que tem três regiões marcadas, do queijo, da maçã e do vinho”, salientando que é através da casta Encruzado, “a melhor casta da nossa região”, que o concelho continua a afirmar a sua identidade.
Marco Almeida não esqueceu os muitos emigrantes que, por esta altura, regressam ao concelho, considerando-os “os maiores embaixadores do nosso país”, frisando que o objetivo passa por “valorizarmos os nossos produtores, o trabalho de homens e de mulheres que durante o ano trabalham a terra e trabalham o que melhor a terra lhes dá”.

A grande novidade da edição deste ano foi desvendada pela vereadora da Cultura, Rosalina Alegre. O ‘Glow Garden’ vai transformar os jardins centenários da Quinta D. Leonor através de peças iluminadas que conjugam luz, movimento e música.
“Será uma experiência sensorial única que pretendemos disponibilizar a todos os presentes. Portanto, esta é a grande novidade para este ano”, afirmou.
Já Rui Marques, técnico superior de Turismo do município, revelou que o crescimento do evento já obriga a deixar produtores de fora.
“Temos pena porque temos outras quintas a quererem fazer parte deste evento e, por limitação do espaço, vamos ter que recusar participações na edição deste ano”, disse, acrescentando que estarão presentes produtores “sobejamente conhecidos da região do Dão”.
Além das provas comentadas e dos concertos, o Encruzarte reforça este ano a componente gastronómica com os Showcookings MOB e aumenta para dois o número de restaurantes presentes para responder à procura registada nas edições anteriores.
O programa inclui showcookings com Miguel Gameiro e Justa Nobre, uma masterclass orientada por Manuel Pinheiro, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão, e concertos de Teresa Salgueiro, Camané e Mariana Mendes, entre outros momentos musicais.
Quanto à adesão do público, Rui Marques adiantou que “a venda online dos bilhetes está a superar as nossas expectativas”, alertando que, devido à lotação limitada, “em alguns dias vai ser difícil já arranjar bilhetes”.
No final da apresentação, Marco Almeida destacou ainda o apoio do Turismo Centro de Portugal e do Turismo de Portugal, considerando que esta parceria “agrada-nos naturalmente, mas também nos responsabiliza”, por representar o reconhecimento de um evento que, “três anos depois de termos dado início a este projeto”, continua a crescer.








