
Músicos e figuras públicas reagem à morte de Luís Represas
Luís Represas, cantor e antigo vocalista dos Trovante, faleceu em Lisboa, o que motivou várias reações de músicos e figuras públicas que destacam a sua obra e impacto.
Herman José apelou a Camões para evocar Luís Represas, escrevendo: "'E aqueles que por obras valerosas / Se vão da lei da morte libertando'. Um Luís maior para assinalar o desaparecimento prematuro de outro Luís insubstituível: Luís Represas".
Eugénia Melo e Castro, que declarou estar "ainda em total choque com a partida do querido Luís Represas", recordou a amizade desde o início das suas carreiras na viragem para os anos 1980, confessando "um imenso carinho, admiração e cumplicidade". Acrescentou: "Fica a obra imensa, a sua voz, o seu timbre inesquecível, nos nossos corações. Tantos momentos partilhados, uma tristeza imensa".
Pedro Abrunhosa dirigiu-se ao antigo vocalista dos Trovante dizendo: "Tu que soubeste dar Voz aos poetas e cantar mais alto a profundidade do poema, que incandesceste mundos escuros com o 'danzón' cubano com gingado 'tuga', que nos prometeste estradas de azul há 125 anos, que batalhaste pelas causas mais nobres dos desprotegidos, cantando-as, acordaste hoje num outro Azul. A morte não devia levar os que cantam o Poema mais difícil: o da dignidade humana. Obrigado, Querido Luís!"
Tony Carreira refletiu sobre "a partida de um colega", destacando que "é sempre um momento de tristeza e reflexão". Referiu que "do Luís fica a voz inconfundível, ficam as canções, que merecem continuar a ser ouvidas, cantadas e partilhadas" e lembrou o "enorme sentido de humor que levava para todos os momentos" e as memórias partilhadas que "o tempo não apagará".
Sónia Tavares, vocalista dos The Gift, recordou as "canções tão bonitas" de Luís Represas, citando a sua mãe: "Mesmo que alguém as cante mal, continuam a ser bonitas", referindo a canção "Feiticeira" que lhe traz "a voz dela e um tempo que já não volta". Assinalou que "fica o legado. Fica um património que é de todos nós".
João Pedro Pais recordou viagens, conversas e convívios com Luís Represas, sublinhando que cantaram juntos muitas vezes e que, apesar de divergências, não aceita esta despedida: "sei que vou continuar a cantá-lo e admirá-lo sempre".
O músico Luís Galrito afirmou que "partiu mais um dos grandes nomes da nossa música popular portuguesa" e citou a canção "125 Azul": "Só Deus ..tem os que mais ama".
A apresentadora Fátima Lopes afirmou que "há pessoas que entram na nossa vida, mesmo sem nunca terem feito parte dela. Entram através da música, das palavras, das emoções que nos despertam. Foi assim com o Luís Represas, na minha vida".
António Sala expressou tristeza pela perda da "voz marcante dos Trovante" e referiu que Luís Represas foi "uma das vozes mais emblemáticas da música em Portugal". Agradeceu pela "banda sonora das nossas vidas" e pelo "enorme talento e a tua arte".
O escritor Bruno Paixão dirigiu-se a Luís Represas afirmando: "As canções não morrem com quem as canta. Ficam por aí, encostadas aos dias, à espera de alguém que precise delas. Vou continuar a encontrá-las nas curvas da estrada, nas noites mais compridas, ou sempre que me apetecer a tua voz".
O jornalista Miguel Carvalho recorreu a letras cantadas por Luís Represas para afirmar: "Sim, há que viver tudo numa noite. Se possível. Se tivermos ao nosso lado ou por perto quem nos costurou os afetos, as emoções e as memórias. São esses os nossos monumentos. Por dentro do peito, tecendo novas recordações com aqueles que as levarão pela vida fora. Até sempre, Luís! Até sempre, Trovante!"
Também o jornalista Joaquim Fidalgo recordou o músico e o último concerto dos Trovante no Porto, lamentando que "não imaginávamos que era adeus... e não agradecemos o suficiente".
João Baião pediu "um grande aplauso ao grande Luís Represas!" nas redes sociais.
Na página oficial de Luís Represas no Facebook foi publicada uma fotografia do músico em final de espetáculo com a mensagem: "Muito obrigado! Até sempre!".









