Uma resposta de saúde há muito aguardada continua bloqueada
Este investimento foi concebido numa lógica clara de complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde, permitindo que toda a população possa usufruir de uma resposta assistencial mais próxima, integrada e eficiente.
Não obstante este esforço relevante, que reforça a capacidade instalada e a resposta assistencial na região, subsiste uma lacuna estrutural no concelho de Tondela ao nível dos meios complementares de diagnóstico, nomeadamente pela inexistência local destes serviços essenciais.
Importa sublinhar que o aumento crescente da população no concelho, a dimensão geográfica do mesmo e o inexorável envelhecimento da população, traduz-se inúmeras vezes numa dificuldade de acesso da população mais fragilizada. Concomitantemente ao envelhecimento junta-se o isolamento e a falta de transportes públicos do concelho, afim da realização dos exames em tempo oportuno.
Perante estes desafios a população vê-se obrigada desde sempre a sair do concelho, fazendo longas deslocações para a realização dos exames. Acresce que os serviços disponíveis para a realização dos mesmos começam a ser escassos.
Para a exigência e complexidade clínica dos tempos modernos, a melhor resposta à necessidade das populações obriga à implantação de serviços em proximidade. Uma aspiração que os clínicos da região, reconhecem de forma consistente a falta de suprir esta carência.
Esta realidade torna-se ainda mais evidente quando considerada no contexto de um município com reconhecido crescimento demográfico e dinamismo económico, exigindo uma resposta de saúde adequada, próxima e eficiente.
Contudo, e apesar da evidente necessidade e do alinhamento com os objetivos de proximidade, equidade e reforço da capacidade do SNS, a concretização desta valência depende da obtenção das respetivas convenções para os meios complementares de diagnóstico comparticipados (ecografia, TAC e Raio-X), sem as quais não é possível garantir o acesso universal a estes serviços.
A obtenção destas convenções constituirá, por isso, um passo determinante para a consolidação do investimento, permitindo a sua evolução para a área da Ressonância Magnética, um exame de crescente relevância clínica e diagnóstica, cada vez mais indispensável à deteção precoce, caracterização e monitorização de múltiplas patologias.
Importa ainda salientar que o projeto se encontra há cerca de um ano a aguardar respostas aos diversos pedidos apresentados junto das entidades competentes, bem como aos esforços desenvolvidos no sentido de viabilizar estas soluções, situação que tem gerado constrangimentos à plena operacionalização da unidade.
Neste contexto, constata-se uma manifesta falta de apoio e interesse por parte das entidades e forças locais, o que contrasta com o impacto positivo que esta resposta poderá representar para a população do concelho e para o próprio sistema de saúde regional, perante desafios futuros e muito próximos, de que são exemplo o envelhecimento da população e o crescimento demográfico.





