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“Nem todos os militares são viseenses, mas todos são Viriatos”

A 9.ª Força Nacional Destacada para a Roménia recebeu esta manhã, em Viseu, o Estandarte Nacional

A 9.ª Força Nacional Destacada para a Roménia recebeu esta manhã o Estandarte Nacional, numa cerimónia que teve lugar no quartel do Regimento de Infantaria n.º 14, em Viseu.
“É com elevado sentido de confiança que entrego este Estandarte a esta Força Nacional Destacada. Confiança nas competências que demonstraram ao longo do processo de aprontamento, confiança na liderança que a orienta e confiança na capacidade de todos e de cada um para cumprir a missão que lhes é atribuída”, começou por destacar o chefe do Estado-Maior do Exército, general Mendes Ferrão.
“Ao receberem este símbolo maior da Nação, assumem uma responsabilidade que é simultaneamente individual e coletiva, e que deve ser honrada com disciplina, profissionalismo e determinação”, acrescentou na sua intervenção, perante dezenas de convidados, cerca de duas centenas de civis, entre familiares e amigos dos militares, e os quase 200 soldados que irão partir para a Roménia.

“A missão que irão desempenhar na Roménia insere-se num contexto geopolítico exigente e marcado por uma ameaça real e inequívoca no flanco leste da Aliança. Importa, por isso, ter uma perceção clara da natureza desta missão: não estamos perante uma missão de treino, mas sim perante uma missão que exige responsabilidade acrescida, vigilância permanente e um profundo dever de tutela junto daqueles que comandamos”, lembrou.
Desde maio deste ano, a missão na Roménia passou a contar com o reforço temporário de módulos de apoio de combate e a 9.ª Força Nacional Destacada será a primeira a experienciar essa realidade com a totalidade dos módulos previstos, designadamente nas áreas de Engenharia, Operações Psicológicas, Guerra Eletrónica, Artilharia Antiaérea e Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica, revelou o chefe do Estado-Maior do Exército, destacando que “é um avanço significativo”.

"Dormimos juntos no chão duro e frio dos pavilhões de Leiria e da Marinha Grande e foi aí que nos conhecemos verdadeiramente”

O comandante da força, major Filipe Pina, recordou que durante o aprontamento, iniciado em janeiro, houve a tempestade Kristin. “Foram várias semanas de trabalho junto das populações, semanas de esforço, desgaste e pouco sono. (…) Crescemos na adversidade e foi nessa adversidade que a força foi gerada. Dormimos juntos no chão duro e frio dos pavilhões de Leiria e da Marinha Grande e foi aí que nos conhecemos verdadeiramente”, recordou.
Quanto à missão na Roménia, alertou que ninguém pode esperar facilidades. “Esperem desafios. Desafios estes que, estou certo, saberemos ultrapassar em conjunto”, referiu. E em relação ao tempo passado em Viseu, lembrou que “foi pelas ruas da cidade e pelos caminhos do Fontelo que corremos e treinámos”. “Foi pelas linhas de água da cidade que fortalecemos o nosso espírito de corpo. E foi até nos bancos do Estádio do Fontelo que assistimos ao Académico subir de divisão. Nem todos os militares da 9.ª Força Nacional Destacada são viseenses, mas todos são Viriatos e estou certo que todos levarão na memória a forma sublime como esta cidade os recebeu”, garantiu.
“Posso garantir que os meus militares estão preparados para cumprir a missão que nos entregou, seja ela qual for, onde for e em que circunstância estiver de ser. Somos parte de um exército preparado para servir e pronto para combater”, assegurou.

Junho 22, 2026 . 12:50

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