
Vila Nova de Paiva investe 900 mil euros na inauguração de quartel da GNR
O posto da GNR de Vila Nova de Paiva, hoje inaugurado após uma requalificação de 900 mil euros, é exemplo do que o ministro da Administração Interna deseja em outros locais do país para dignificar os profissionais.
“Num território como Vila Nova de Paiva, a presença da Guarda tem um significado que vai muito para além das suas funções de segurança. Representa proximidade num concelho com população dispersa, com centenas de idosos sinalizados, onde toda a proximidade faz toda a diferença. A Guarda é, muitas vezes, a primeira presença do Estado e, não raras vezes, a primeira mão estendida a quem precisa. É sempre um porto de abrigo”, defendeu o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
O governante falava para uma plateia composta por militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e população do concelho de Vila Nova de Paiva, assim como autarcas de concelhos vizinhos, também do distrito de Viseu, na inauguração das obras de requalificação do posto territorial.
Com ênfase na interioridade de um território como Vila Nova de Paiva, o governante reforçou o papel da GNR junto da população e o “foco e empenho” do Governo na “valorização das forças de segurança”, que também se “mede nas condições de trabalho” que são oferecidas, dos equipamentos e da formação.
Assim como “na capacidade de atrair” gente para essa “missão exigente, mas indispensável ao funcionamento” do país, defendeu o ministro, que disse garantir que as pessoas “são sempre a prioridade” nas negociações que estão em curso com os representantes dos profissionais de segurança.
Outro dos focos do governante é a nova lei de infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança para os próximos cinco anos, que deverá estar pronta no final deste ano.
Luís Neves realçou que, no passado, o cumprimento desse plano “foi muito mau, bastante mau, dinheiro que não foi aproveitado em prol de equipamentos para as forças, que bem necessários são, mas sobretudo para as instalações”.
“Servir as pessoas exige que haja qualidade, que as pessoas tenham gosto de estar na sua instalação. Em três meses de ação governativa, já vi muito, muitas instalações e quero dizer que não gostei nada do que vi. Só consegue estar motivado, orgulhoso, feliz, no seu posto de trabalho, quem tem condições para exercer a sua missão”, disse.
No final, aos jornalistas, o ministro escusou-se a indicar quem tinha responsabilidade no incumprimento do plano, destacando que “só o presente e futuro importam”, e realçando que liderou um périplo pelos 18 distritos do continente para ouvir forças de segurança e proteção civil e “muitos, dezenas, se não centenas” de autarcas que querem “dar melhores condições” aos policias.
Luís Neves reconheceu que estão “largas dezenas de viaturas identificadas e as reais necessidades”, e “há, de facto, falta de equipamentos na área da proteção civil e dos bombeiros”, mas “tem que ser feita uma seriação para que haja justiça na distribuição destes meios e nem todos os meios são direcionados para o combate aos incêndios”.
Sobre os incêndios em si, destacou que está a ser feito “um grande trabalho na região Centro do país, onde houve de facto uma maior calamidade, há milhares de quilómetros de caminhos destruídos, caminhos rurais e municipais” e “tudo isso está a ser recomposto com uma equipa que foi constituída pela primeira vez e que está a fazer esse trabalho”.







