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Hipertensão arterial: o rastreio que pode salvar vidas!

Maio 25, 2026 . 20:00
Maio é tradicionalmente associado à sensibilização para as doenças cardiovasculares, lembrando-nos da importância de cuidar do coração e dos vasos sanguíneos.

Entre os vários fatores de risco cardiovasculares, a hipertensão arterial continua a ser um dos mais frequentes — e também um dos mais silenciosos.

Conhecida muitas vezes como a “doença silenciosa”, a hipertensão arterial pode existir durante anos sem provocar sintomas. Muitas pessoas sentem-se perfeitamente bem e desconhecem que têm valores elevados de pressão arterial.

No entanto, ao longo do tempo, a hipertensão pode causar danos graves no organismo, aumentando o risco de enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doença renal e problemas de visão.

O rastreio da hipertensão arterial é simples, rápido, indolor e acessível. Consiste na medição da pressão arterial através de um aparelho adequado, podendo ser realizado nos cuidados de saúde primários, em farmácias, em campanhas comunitárias ou até em casa, com equipamentos validados.

Muitas vezes, a primeira oportunidade de diagnosticar hipertensão surge precisamente numa medição ocasional. Detetar precocemente valores elevados permite iniciar medidas de controlo antes de surgirem complicações.

Em Portugal, estima-se que uma parte significativa da população adulta tenha hipertensão, mas nem todos sabem que a possuem. Entre os que já têm diagnóstico, nem sempre existe um controlo adequado dos valores tensionais. A recomendação é que todos os adultos façam avaliações periódicas da pressão arterial, mesmo na ausência de sintomas.

O rastreio torna-se ainda mais importante em pessoas com fatores de risco, como: história familiar de hipertensão ou doença cardiovascular; excesso de peso ou obesidade; sedentarismo; alimentação rica em sal; tabagismo; diabetes; colesterol elevado; idade superior a 40 anos. Ainda assim, a hipertensão pode surgir em adultos jovens, pelo que a vigilância não deve ser negligenciada.

De forma geral, considera-se desejável uma pressão arterial inferior a 140/90 mmHg em contexto de consulta, embora os objetivos possam variar consoante a idade e as características de cada pessoa. É importante recordar que um valor isolado elevado não significa necessariamente hipertensão. O diagnóstico deve ser confirmado por profissionais de saúde através de várias medições e avaliação clínica adequada. A prevenção da hipertensão começa nos hábitos do dia a dia.

Pequenas mudanças podem ter um impacto muito significativo na saúde cardiovascular:
reduzir o consumo de sal;
privilegiar uma alimentação equilibrada;
praticar atividade física regularmente;
evitar o tabaco; moderar o consumo de álcool;
controlar o peso;
dormir adequadamente
e reduzir o stress.
Quando necessário, o tratamento pode incluir medicação, sempre acompanhada de vigilância médica. Medir a pressão arterial demora apenas alguns minutos, mas pode fazer a diferença entre prevenir ou sofrer uma complicação cardiovascular grave.

Neste mês dedicado ao coração, vale a pena lembrar que cuidar da saúde começa muitas vezes com pequenos gestos. O rastreio salva vidas — e a hipertensão, quando diagnosticada e tratada atempadamente, pode ser controlada com sucesso.

Maio 25, 2026 . 20:00

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