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Prisão preventiva para suspeitos de abandono de duas crianças francesas

Os dois arguidos, de nacionalidade francesa, a mulher de 41 anos, mãe dos menores, e o homem de 55 anos, estão indiciados pelos crimes de ofensa à integridade física agravada e de exposição e abandono das duas crianças, de 4 e 5 anos

O Tribunal de Setúbal determinou hoje a prisão preventiva dos dois suspeitos de abandonarem os dois irmãos franceses na zona de Alcácer do Sal, naquele distrito, foi hoje anunciado.

O juiz presidente do Tribunal de Setúbal, juiz desembargador António Fialho, revelou que os dois arguidos, de nacionalidade francesa, a mulher de 41 anos, mãe dos menores, e o homem de 55 anos, estão indiciados pelos crimes de ofensa à integridade física agravada e de exposição e abandono das duas crianças, de 4 e 5 anos.

Os "pressupostos da medida de coação [encontram-se] todos em diferente grau de verificação", acrescentou ainda o juiz presidente da Comarca de Setúbal, que comunicou esta determinação da juíza de instrução criminal titular do processo através de nota do Conselho Superior de Magistratura (CSM), enviada à agência Lusa.

De acordo com informação adicional transmitida, já esta tarde, pela comarca de Setúbal, “o tribunal validou as detenções dos arguidos Marine Noëlle Paulette Rousseau e Marc Rene Michel Ballagriga, efetuadas fora de flagrante delito”.

“Após primeiro interrogatório judicial, foi determinado que ambos aguardem os ulteriores termos do processo sujeitos a termo de identidade e residência e à medida de coação de prisão preventiva”, pode ler-se.

O tribunal considerou que a arguida está “fortemente indiciada” de “dois crimes de exposição ou abandono agravado”.

Quanto ao arguido, “o tribunal considerou fortemente indiciada a prática de dois crimes de exposição ou abandono e de um crime de ofensa à integridade física qualificada”.

“A decisão teve em conta as exigências cautelares do caso, designadamente perigo de fuga, perigo de perturbação do processo, perigo de continuação da atividade criminosa e perigo de perturbação da ordem e tranquilidade públicas”, revelou a Comarca de Setúbal.

De acordo com a nota divulgada pelo CSM, “o tribunal entendeu que outras medidas de coação seriam inadequadas ou insuficientes para acautelar estes perigos”.

Maio 23, 2026 . 13:00

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