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Mortes de ciclistas na UE caem menos do que as dos automobilistas

No ano de 2024, 1.926 ciclistas morreram nas estradas da União Europeia

As mortes de ciclistas na União Europeia estão a diminuir a um ritmo quatro vezes inferior às dos utilizadores de viaturas motorizadas, alertou hoje o Conselho Europeu de Segurança nos Transportes (ETSC), pedindo medidas para reduzir a sinistralidade.

Em 2024, 1.926 ciclistas morreram nas estradas da União Europeia, representando 10% de todas as mortes no trânsito, segundo um relatório publicado pelo ETSC, organização sem fins lucrativos dedicada a reduzir as vítimas nos transportes.

“Entre 2014 e 2024, as mortes de ciclistas caíram apenas 8%, o que equivale a uma redução média anual de 0,5%, em comparação com 2% por ano para os utilizadores de veículos motorizados”, alerta a organização.

O ETSC alerta que “esta taxa de melhoria está longe do necessário para atingir a meta da UE de reduzir para metade as mortes na estrada até 2030”, o que exigiria uma queda anual de 6,5%, treze vezes superior à taxa atual para os ciclistas, e apela a “medidas para reduzir a velocidade do tráfego e acelerar o desenvolvimento de infraestruturas mais seguras”.

Segundo os dados da ETSC, Portugal registou 25 mortes de ciclistas em 2024, representando 5% do total de óbitos na estrada, e o número caiu face aos três anos anteriores, nos quais houve sempre mais de 30 vítimas mortais.

No entanto, em Portugal as mortes de ciclistas caíram 0,4% desde 2014, enquanto o número de óbitos de utilizadores de veículos motorizados aumentou 1,2% no mesmo período.

Segundo o relatório, o principal fator de risco para os ciclistas são as colisões com veículos motorizados, responsáveis por 65% das mortes de ciclistas.

"Os governos estão a incentivar ativamente mais pessoas a andar de bicicleta: pelo clima, para reduzir o uso de combustíveis fósseis e o congestionamento, pela saúde pública e pelas nossas cidades. Mas não estão a proporcionar as condições de segurança de que os ciclistas necessitam", apontou a coautora do relatório Jenny Carson, citada pela agência EFE.

O ETSC insiste na necessidade de “reduzir a velocidade do tráfego”, sublinhando que o risco de morte para um ciclista atingido a 50 km/h é várias vezes maior do que para um atingido a 30 km/h.

A organização apela também a um aumento urgente do investimento em ciclovias protegidas, ciclovias segregadas e travessias seguras.

"Não se pode pedir às pessoas que andem de bicicleta e depois não as proteger do tráfego a alta velocidade", conclui Jenny Carson.

Abril 21, 2026 . 22:00

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