
Viseu avança com projeto “histórico” para o ténis
Viseu deu mais um passo para se afirmar como um “court” de oportunidades no desporto. O Município assinou, ontem, um protocolo de colaboração com a Federação Portuguesa de Ténis, a Associação de Ténis de Viseu, o Viseu Royal Tennis Club e o Ténis Clube de Viseu, num acordo que promete mexer — e bem — com a prática da modalidade no concelho.
O plano passa pela requalificação e cobertura do Campo de Ténis nº 3 do Complexo Desportivo do Fontelo, mas não fica por aí: estão também previstos dois novos campos no mesmo complexo e ainda a construção de outro no Polidesportivo de Santa Eulália, em Repeses e S. Salvador. Um verdadeiro “match point” para o ténis viseense.
A cerimónia contou com várias caras conhecidas do setor, entre elas o presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, e representantes da Federação e dos clubes locais. Do lado da Federação Portuguesa de Ténis, Vasco Costa destacou que já “tinham sido feitos alguns investimentos” na região, mas que agora se avança “com um passo significativo”, nomeadamente ao “cobrir dois campos e restaurar os respetivos pisos”, mostrando satisfação por apoiar clubes da região que “já são uma referência a nível nacional”.

Para o dirigente, era claro que Viseu precisava “de dar um impulso para melhorar as infraestruturas desportivas” e garantiu que, “em cerca de um ano, ou pouco mais, atletas e clubes vão ter aqui condições únicas para a prática do ténis”.
Já João Azevedo não escondeu o entusiasmo, sublinhando que este é “um acordo histórico para o concelho de Viseu” e lembrando que estes investimentos refletem o compromisso de quem foi eleito “para fazer”. Pelo meio, houve ainda espaço para uma nota de orgulho local, ao felicitar o tenista Mário Trindade pela qualificação para os Paralímpicos, levando “o nome de Viseu, da região e do país por esse mundo fora”.
Este projeto vai “incrementar o desporto” e incentivar a prática desde os mais jovens até à competição, afirma João Azevedo
Com um tom descontraído, o autarca foi detalhando o impacto das obras. “O ténis não é um desporto de elites, é um desporto para todas e para todos”, frisou, acrescentando que o projeto vai “incrementar o desporto” e incentivar a prática desde os mais jovens até à competição.
Financiado no âmbito do PRR, o acordo prevê uma comparticipação de 75% por parte da Federação Portuguesa de Ténis, ficando os restantes 25% a cargo da autarquia. Ainda assim, o edil não perdeu a oportunidade para brincar com os prazos, dizendo querer “inaugurar estas obras nas próximas semanas”, atirando, em tom bem-disposto, a responsabilidade para o parceiro federativo.
Mais do que obras, o projeto é visto como parte de uma estratégia mais ampla para o território. “Temos de preparar a cidade para o aumento da população e dar cada vez mais resposta”, afirmou o presidente, convicto de que “este projeto só faz sentido se formos todos em conjunto a puxar por Viseu”, deixando no ar a promessa de que os próximos meses poderão trazer ainda mais novidades para o concelho.







