
Navio alegadamente russo localizado na costa de Marselha, em França
Segundo a Agência France Presse (AFP), a embarcação de 250 metros, zarpou de Murmansk, na Rússia, e é suspeita de fazer parte da frota paralela russa.
O navio foi intercetado na sexta-feira pela Marinha Francesa a sul das ilhas Baleares e foi depois desviada para o porto Marselha-Fos, um importante terminal petrolífero no sul de França.
As autoridades francesas de Bouches-du-Rhône e o Departamento Marítimo do Mediterrâneo disseram que o "Denya" vai ficar ancorado e colocado à disposição do Ministério Público de Marselha "no âmbito de uma investigação preliminar".
O "Deyna" foi escoltado por um navio da Marinha de Guerra francesa, reportou um fotógrafo da AFP no local.
Paralelamente foram estabelecidas zonas de exclusão aérea e marítima em redor do ponto de ancoragem do petroleiro, disseram ainda as autoridades marítimas.
Tratou-se do terceiro petroleiro suspeito de pertencer à frota irregular russa, que permite a Moscovo contornar as sanções relacionadas com a guerra na Ucrânia, a ser intercetado pela França.
Na sexta-feira, o Presidente francês Emmanuel Macron disse que Paris não vai ficar de braços cruzados com o "financiamento ilegal do esforço de guerra russo"
De acordo com fotos divulgadas pelas autoridades, soldados franceses foram transportados por via aérea na sexta-feira para bordo "Deyna", suspeito de navegar sob um falso pavilhão moçambicano.
A Marinha francesa realizou então uma inspeção para verificar o pavilhão do petroleiro, o que levou à apresentação de uma queixa ao Ministério Público, informou o Departamento Marítimo de Toulon.
Pelo menos 598 navios suspeitos de pertencerem à conhecida como "frota fantasma" da Rússia estão sujeitos a sanções por parte da União Europeia.








