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Académico vence com justiça em jogo entre dois candidatos à subida

Formação de Torres Vedras mostrou que não é por acaso que está na luta pela promoção e nas meias finais da Taça de Portugal e vendeu cara a derrota

Académico de Viseu e SCU Torreense cumpriram no Estádio Municipal do Fontelo a partida correspondente à 20.ª Jornada da II Liga de futebol profissional, e a vitória sorriu ao Académico com um golo de João Guilherme aos 32 minutos.
Entrada mais forte do Académico de Viseu mas foi Domen Gril a desfazer, com uma grande defesa, um rápido contra-ataque do Torreense, quando decorria o minuto cinco. Os visitantes passaram a pressionar o último reduto academista e, aos oito minutos, ganharam um livre lateral perigoso, mas o resultado foi um cabeceamento por cima da barra da baliza de Gril.
O Torreense dava mostras de ser uma equipa que iria dar muito trabalho aos academistas na luta pelos três pontos. Havia muito equilíbrio nas movimentações das duas equipas, com o setor defensivo forasteiro a fechar rápido quando era chamado para defender.
Numa partida que se mostrava muito renhida e disputada a toda a largura do relvado, o golo podia acontecer para qualquer um dos lados. Contudo, aos 32 minutos o Académico ganha um livre junto à linha lateral da grande área visitante e Kahraman foi chamado a convertê-la, tendo a bola chegado a Álvaro Zamora que cabeceou para João Guilherme corresponder, junto ao poste esquerdo, para fazer o golo, sem dar qualquer hipóteses de defesa a Luís Paes.
Decorria o minuto 40 e Dany Jean teve um atitude de todo incorrecta e de falta de ‘fair-play’, levando o árbitro a exibir-lhe o cartão vermelho direto. Seguiram-se incidentes entre jogadores e bancos, de ambos os lados, com o árbitro Cláudio Pereira a ser obrigado a mostrar cartões amarelos e vermelhos.
Do lado do Académico, Pedro Barcelos que estava no banco, viu também um cartão vermelho, tal como aconteceu com Musa do lado do Torreense, igualmente no banco. Um dos responsáveis da formação de Torres Vedras foi, igualmente, expulso.
Para o reatamento, com o Académico a jogar com mais uma unidade o Torreense surgiu com rectificações táticas de modo a compensar a falta de Dany Jean. No entanto, foi u m segundo tempo todo ele de ascendente para os donos da casa.
Aos 62 minutos, num só lance, o Académico teve três oportunidades de marcar, na sequência de um canto. Primeiro foi Messegem a obrigar Luís Paes a defender por instinto, o segundo por João Guilherme com o guarda-redes a defender para a frente, e depois Zamora a ver um defesa desviar a bola por cima da barra da sua baliza.
A equipa comandada por Sérgio Fonseca mostrava-se mais ofensiva, mas pecava pela falta de eficácia junto da baliza contrária e, por mais três vezes, falhou de forma flagrante o golo. O Torreense, a partir dos 75 minutos deu mostras de maior pressão na partida o que ia dando emoção ao duelo, mas apenas dispôs de uma oportunidade de marcar.
À medida que o jogo decorria para o final o público da casa, naturalmente, mostrava nervosismo, e quando o árbitro Cláudio Pereira que, refira-se, fez uma boa arbitragem, explodiu de alegria. No global, a vitória é justa e até podia ter sido por mais do que um golo.

Janeiro 31, 2026 . 20:41

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