
Orçamento de Figueira de Castelo Rodrigo é de 24,4 ME para 2026
“É um orçamento que tem muita ambição, alavancado por fundos comunitários, porque temos de realizar projetos com candidaturas aprovadas pelo PRR e o Portugal 2030. Mas são as funções sociais que representam a maior fatia deste orçamento, cerca de 12 ME”, realçou, à agência Lusa, o presidente da autarquia, Carlos Condesso,
Entre as prioridades, o autarca social-democrata destacou a continuidade do Cartão de Saúde Municipal, que garante exames complementares de diagnóstico, análises clínicas, consultas dentárias e médicas gratuitas aos figueirenses.
“Também vamos prosseguir com as cirurgias gratuitas às cataratas, em colaboração com a Fundação Álvaro Carvalho. Já foram operadas cerca de 200 pessoas e queremos duplicar esse número”, adiantou.
Em 2026, a Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, vai iniciar o seu “maior investimento de sempre” com a requalificação da Escola Secundária local, num investimento de mais de 6 ME, financiados a 100% pelo Estado, através do Banco Europeu de Investimento (BEI).
A aguardar visto do Tribunal de Contas, a empreitada já foi adjudicada e poderá começar no segundo semestre.
Concluir a reabilitação do quartel da GNR, orçada em 1,5 ME e apoiada a 100%; construir 12 fogos habitacionais, em parceria com o IHRU [Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana], no centro histórico da vila, num investimento de 1,7 ME, também financiado a 100%, são outros projetos programados.
“Em 2026, vai ser iniciada a construção da praia fluvial da barragem de Santa Maria de Aguiar, uma obra muito ambicionada pelos figueirenses e só agora possível porque a Agência Portuguesa do Ambiente [APA] demorou três anos a dar parecer”, justificou Carlos Condesso.
O município prevê também reabilitar a avenida 25 de Abril, a rua Dom Dinis e o largo Dr. Vilhena, construir um parque de lazer e desporto no antigo campo de futebol do Bairro do Rodelo, na sede do concelho, e avançar com a pedovia entre a vila e o Convento de Santa Maria de Aguiar.
“A Câmara continuará a apoiar os agricultores e criadores de gado e vai atribuir cerca de um milhão de euros para investimentos nas freguesias, além da transferência de competências pelas quais as Juntas vão receber anualmente 141 mil euros”, acrescentou.
Em termos fiscais, a autarquia mantém inalterados impostos e taxas municipais, tendo prolongado por mais dois anos a isenção do IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] para habitação própria e permanente até 125 mil euros.
“Vamos fazer aquilo que prometemos aos figueirenses e que foi validado nas urnas, porque ganhámos as eleições em todas as mesas de voto do concelho. Agora, vamos deitar mãos à obra”, afirmou o autarca.
Segundo Carlos Condesso, o orçamento municipal de 2026 tem por objetivo “prosseguir uma trajetória de desenvolvimento do concelho, de melhoria da qualidade de vida dos figueirenses e de tornar o concelho mais atrativo para quem nos visita, sempre com uma gestão rigorosa e responsável dos recursos públicos”.
Paulo Langrouva justificou a abstenção dos dois vereadores do PS por considerar que o orçamento está “um pouco mal distribuído, porque nos mais de 24 ME orçamentados é pouco o que está destinado à ação social, às despesas com saúde, às empresas e à habitação”.
“É um orçamento de continuidade com projetos e obras já contempladas no anterior e que não foram concluídas, por razões que não sabemos, e que voltam a estar vertidas neste orçamento”, apontou.
Para o socialista, o orçamento de 2026 está “empolado”, pelo que “a probabilidade de ter uma boa execução orçamental é muito reduzida”, lamentou.








