
Feira da Castanha em Quilho debate o futuro do castanheiro na região
A Abastena, em colaboração com a organização da feira, vai realizar pela segunda vez, um “Fórum de Políticas Florestais”, onde técnicos especializados vão explicar a melhor forma de recuperar os solos e a saúde dos castanheiros, havendo em Portugal mais de 20 espécies destas árvores.
A conferência, marcada para as 9h30 do dia 25, visa cativar a população na defesa do castanheiro e atrair também mais gente para a Feira da Castanha e do Mel em Quilho.
Sempre em meados de outubro, as gentes da povoação arregaçam as mangas e dão o melhor do seu esforço para viver dois intensos dias e deixar satisfeitos muitas centenas de pessoas que procuram a feira. O evento envolve a população, visitantes e todos aqueles que gostam de saborear os petiscos tradicionais desta localidade, entre eles, a sopa da matança, serrabulho, torresmos/carne do alguidar, febras, feijoada, diversos petiscos e pratos confecionados com castanhas, pão de trigo, broa caseira, vinhos, água-pé e os doces (pastel de castanha, filhós com mel e bolo de cornos).
“A feira é uma realidade graças à dedicação da população, cujo objetivo é também dignificar e valorizar os produtos da terra e do seu trabalho”, referiu Mário Esteves, da organização.
A organização da 17.ª edição está a cargo da Associação de Desenvolvimento Social de Quilho, no Parque das Merendas da aldeia. No sábado, a inauguração está marcada para as 12h30, com a presença das diversas entidades locais. Nos dois dias, haverá sempre animação musical, arraial, gastronomia e o tradicional magusto.
Nesta feira à moda antiga os visitantes podem adquirir o fruto que dá mote ao certame (a castanha), além de variados produtos agrícolas: avelãs, nozes, pão caseiro, bolos, mel, licores, numa verdadeira mostra do mundo rural, porque um dos objetivos da iniciativa é apoiar os produtores do concelho a escoar os seus produtos, permitindo que obtenham um rendimento complementar à sua atividade normal.
Outra zona da feira está reservada para as atividades económicas e produtos regionais, destacando-se os enchidos de fumeiro, o queijo da Serra da Estrela, os vinhos de produção local, bem como artesanato que tem espaço próprio na feira, representado pela cestaria, bordados, rendas, tapeçaria, artes decorativas, entre outras.
A organização destaca o apoio do Município de Mortágua e da Junta de Freguesia de Espinho, sem esquecer os cerca de 80 habitantes do Quilho, “que de forma graciosa e voluntária colaboram nas mais diversas funções”.
“Quilho é uma terra pequena, mas com o coração do tamanho do mundo. Espero que os jovens da terra se associem ao evento, participando e dando a sua melhor colaboração para que, num futuro próximo, a aldeia tenha na sua feira um polo de desenvolvimento e de promoção turística da região, até porque, esta feira é o segundo evento de animação mais importante no concelho”, concluiu Mário Esteves.







