Arranque discreto, entusiasmo crescente com as novas figuras
Resultados aquém das expectativas e das ambições, exibições ainda longe da consistência desejada e a sensação de que a equipa estava à procura do seu futebol. Nada de novo, mas também nada de surpreendente, para quem conhece a exigência e a maratona que é a Liga 2, uma das competições mais equilibradas e imprevisíveis do futebol português.
Contudo, a equipa está a dar sinais de que o rumo pode estar a ser encontrado – mostrou vontade e querer, e evidenciou alguns jogadores surpreendentes, o que é sempre razão para o entusiasmo dos adeptos voltar a crescer.
O empate recente em Oliveira de Azeméis, frente à Oliveirense, foi um bom exemplo dessa realidade. Longe de casa, num campo sempre difícil, o Académico contou com um apoio que nunca deixou de acreditar. O jogo terminou sem a vitória que todos desejavam, mas o sinal deixado foi claro: a relação entre equipa e adeptos está viva. Este entusiasmo não será alheio ao impacto de novas figuras que chegaram ao clube. É o caso de Zamora, avançado internacional costa-riquenho que caiu rapidamente nas graças dos viseenses, com uma presença ofensiva que dá esperança de golos e de vitórias.
"A próxima jornada, frente ao Portimonense, é o regresso ao Fontelo e surge como nova oportunidade"
Outro nome em destaque é o de Gu Costa. Pérola da formação academista, com apenas 20 anos, o jovem percorreu os juniores, a equipa sub-23 e agora fixou-se no onze de Sérgio Vieira. Começou a época no banco, mas bastou-lhe uma oportunidade para agarrar a titularidade frente ao FC Porto B. Na jornada seguinte, contra a Oliveirense, confirmou o que já se suspeitava: há sangue novo Académico.
E o orgulho dos adeptos é tanto maior quando se trata de um fruto da visão formadora da casa. Por fim, há ainda Neils Mortimer. Formado no Barcelona, precisou de uma época para se adaptar, mas o seu pé esquerdo aí está como fonte de futebol e de entusiasmo.
A próxima jornada, frente ao Portimonense, é o regresso ao Fontelo e surge como nova oportunidade. Não apenas para crescer em termos exibicionais, mas também para reforçar a relação entre as suas figuras e os seus adeptos. Sim, o futebol precisa de expetativa. Sim, as equipas também vivem deste processo permanente de confirmação do potencial. E sim, em condições normais, estes novos jogadores só podem melhorar e, com eles, a equipa – assim todos saibam agarrar a oportunidade!
Se assim for, cada vez mais o Fontelo e os adeptos farão, também, a sua parte!






