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Padre Guilherme e a Banda Sinfónica do Exército arrastaram mais de 25 mil pessoas

A Feira de São Mateus chegou ontem ao fim com a atuação do Coro Mozart e o tão desejado fogo de artifício no Campo de Viriato

“Um momento memorável”. Palavras proferidas por quem assistiu e vibrou com o concerto que juntou, sexta-feira à noite no palco da Feira do São Mateus, o padre Guilherme e a Banda Sinfónica do Exército Português. Um momento que juntou mais de 25 mil pessoas, com destaque para os milhares de jovens que cantaram e dançaram sem parar.

Natural de Guimarães, o padre Guilherme tem conquistado reconhecimento como DJ de música eletrónica, destacando-se pela sua capacidade de criar pontes entre fé e arte. E foi isso que foi aplaudido sexta-feira à noite em Viseu. A união com a Banda Sinfónica do Exército Português e, para quem já assistiu ao concerto, resulta num ‘casamento feliz’ que agrada a ‘crentes e não crentes’. Sábado, foi a vez de Rita Guerra subir ao palco e recordar canções que marcaram os seus mais de 35 anos de carreira.

Com uma voz inconfundível a cantora levou os fãs por alguns dos principais êxitos que também não regatearam palmas aos novos trabalhos.

E a feira chegou ao fim com a alegria dos jovens viseenses que compõem o Coro Mozart e com o fogo de artifício que, devido aos incêndios de agosto, não foi lançado na inauguração do certame como é tradição em Viseu.

Criado em Viseu em 2005, o Coro Mozart está a assinalar este ano 20 anos de atividade. Formado por 35 coralistas, tem na sua história mais de 750 concertos feitos e 14 dvd’s gravados, interpretando todo o seu repertório em gospel, jazz, soul, música popular portuguesa e fado, entre outros estilos musicais que fazem apaixonar os mais diversos públicos.

Depois do fogo de artifício, a animação mudou-se para a Sé de Viseu, mas já no âmbito do Dia do Município, onde atuaram os The Gift.
46 dias de feira

Organizada pela Viseu Marca, a Feira de São Mateus prolongou-se até 21 de setembro, Dia do Município de Viseu.
Assim, e durante 46 dias, todos os caminhos foram dar ao Campo de Viriato onde artistas, portugueses e estrangeiros, arrastaram multidões com públicos de todas as idades. Mas também onde aconteceu desporto e atividades várias.

Com a bonita idade de 633 anos, a feira voltou a ser ponto de encontro de amigos, de família, dos emigrantes, onde as memórias de outros tempos se fundem com as que vão sendo criadas. Públicos que a vivem de forma intensa conscientes que os tempos são outros, assim como os desafios e as preocupações.

Setembro 22, 2025 . 09:45

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