
Bispo de Viseu defende que a “graça de ser pastor tem de ser cuidada em cada dia”
O bispo de Viseu reuniu com mais de 50 membros do clero, assim como os seminaristas finalistas, no Seminário Maior para celebrarem a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.
O encontro começou com a Hora Intermédia, seguindo-se a conferência ‘Vinde a mim, todos vós que andais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei’, orientada pelo padre Pedro Silva Guimarães, provincial dos Padres Vicentinos em Portugal.
O sacerdote começou por fazer uma contextualização histórica da celebração da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Citando a homilia do Papa Francisco, de 2016, referiu-se a este dia como “a celebração de dois corações: o coração do Bom Pastor e o coração dos padres, que têm em comum o amor de Deus”.
Ao falar do contexto atual e dos desafios que a Igreja e a sociedade enfrentam, o padre Pedro Guimarães falou “da dificuldade em incarnar o Evangelho na atualidade” e o cansaço dos sacerdotes, que ao trabalharem em várias frentes têm, cada vez menos, tempo para anunciar o Evangelho. “Andamos muito cansados, o mundo também está realmente diferente daquilo que é a nossa história e o descanso. Aprender a confiar Nele, a esperar Nele e a caminhar com Ele parecem ser alertas e necessidades muito urgentes para nós, como padres”, afirmou. O padre vicentino considerou, ainda, que a atenção a esta mudança é essencial para que os padres possam “falar e viver com alegria este seguimento de Jesus”.
Durante a celebração da eucaristia, o bispo de Viseu, António Luciano, falou sobre o reconhecimento do trabalho do sacerdote e a importância de se manter fiel à vocação, com um grande empenho na evangelização, tendo em vista o cuidar do rebanho que lhe está confiado, agindo à semelhança do Bom Pastor, no múnus de ensinar, santificar e governar.
“Nós estamos disponíveis na vocação e na missão para anunciar Jesus Cristo”, realçou o bispo, acrescentando que o povo quer que Jesus seja anunciado com entusiasmo. “Pelo dom da nossa vocação e da nossa consagração no ministério ordenado, foi-nos dada esta graça e missão, em que o Senhor nos envia como pastores para o mundo, com relevante serviço nas nossas comunidades e atenção aos mais necessitados. É uma graça que tem de ser cuidada, em cada dia, imitando Cristo, o Bom Pastor”, reforçou.







