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Os trajes que levaram o Campo à vitória nas marchas de Viseu

Alzira Martins é a costureira que, todos os anos, “põe mãos à obra” para fazer mais de 200 fatos para a freguesia desfilar nas Marchas dos Santos Populares de Viseu

Alzira Martins é costureira há mais de 40 anos. Já conhece bem os tecidos e os jeitos que os fatos de uma marcha popular devem ter. São todos feitos à medida de cada marchante, onde o tema é, claro, seguido à risca. Já os detalhes, esses não podem falhar até porque a ambição fala sempre mais alto: “é para ganhar”.
Fazendo as contas, há mais de 20 que Alzira conhece o mundo das marchas. Em conversa com o Diário de Viseu, recordou: “Já estou nisto desde que me lembro. Há pelo menos 20 anos porque inicialmente era ainda o Piaget e agora no centro, as duas primeiras marchas não fui eu que fiz, mas daí para a frente fui sempre eu”.
Todos os anos, “os fatos falam por si” e, segundo a costureira, falamos de dois meses de trabalho “sem parar e sempre de manhã até à meia-noite”. Os trajes para este ano estão nos ‘segredos dos Deuses’, mas “estão mesmo muito bonitos”.
Também o presidente da freguesia do Campo não fica indiferente a um “projeto” que envolve toda a comunidade. “Este é um ponto muito forte da freguesia. A verdade é que o que nós gostamos de fazer, gostamos de fazer bem. Participámos sempre e sempre ganhámos porque impressiona pelo número, em média, temos 150 marchantes”, disse Carlos Lima. Considerando que o “sentido de comunidade” é a chave para o sucesso da marcha do Campo, o autarca relembra que “quando lançamos o desafio, não fechamos a porta a ninguém e, por isso, temos alguns adultos que são os que organizam, mas depois os jovens também querem entrar e participar”.
No presidente da junta de freguesia está também a missão de fazer “brainstormings permanentes para criarmos as condições necessárias para apresentarmos o que é nosso e genuíno”, além de escrever a letra da música da marcha. A inspiração, confessa, não lhe falta e costuma ter em conta o tema da cidade.
Além disso, “há depois uma série de pessoas que têm jeito para desenhar vestidos e adereços e depois trabalhamos todos nisso, desde o início até ao fim”, acrescentou.
E é este “o espírito que queria que permanecesse nos próximos tempos”, cujo sentido da marcha “faz sempre o Campo brilhar na avenida”, concluiu o autarca.

Maio 26, 2025 . 08:50

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