
Oportunidades desperdiçadas e penálti falhado na base da derrota do Académico
Académico 1
Gomes Gerth; Gabriel Araújo, Francisco Machado (Bruno Henrique, 84’), Diogo Maga, Afonso Sousa (Kelve Semedo, 63’), Nikos Michelis, Guilherme Cardoso (Geovanne Martins, 76’), Tiago Freitas, Tomás Sério (Facundo Alarcon, 84’), Pedro Oliveira (Daniel Carrasco, 76’) e Gustavo Costa.
Suplentes não utilizados: Rafael Neves, Afonso Ferreira, Tiago Reisinho, Isaiah Otache, Vasileios Bratsiotis, Júlio Gil e João Alves.
Treinador: Nuno Braga
Estoril Praia 2
Diogo Dias; Manga Ondoa (Andrei Ondoa, 58’), Gabriel Tavares (Sana Ufal, 46’), Rúben Silva (Gonçalo Monteiro, 90+5’), Tiago Parente, João Costa (Isnaba Mané, 46’), Martim Filipe, Diogo Grima, António Vital, Léo Santos e Juan Herrera (Jorge Monteiro, 58’).
Suplentes não utilizados: Rui Vieira, Amadu Hashimi, Jordan Arnollin, Santiago Rocha e Yanis Boisseau.
Jogo no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu
Árbitro: Christian Rodrigues (AF Bragança)
Auxiliares: Nuno Augusto e Tiago Silva
Resultado ao intervalo: 1-1
Marcadores: Manga Ondoa (13’), Nikos Michelis (38’) e Rúben Silva (52’).
Ação disciplinar. Cartão amarelo: Tomás Sério (62’) e António Vital (66’).
O Académico de Viseu foi derrotado em casa pelo Estoril em jogo dos oitavos-de-final da Taça Revelação, por 1-2. Ao intervalo o marcador registava uma igualdade a um golo.
O Estoril Praia entrou com toada mais ofensiva e só a partir dos cinco minutos os viseenses passaram a responder com abordagens à baliza estorilista. O primeiro remate à baliza aconteceu aos nove minutos e para os visitantes, mas foi Académico que no minuto seguinte teve duas enormes ocasiões de abrir o ativo. Gustavo Costa chegou atrasado para empurrar a bola para o fundo da baliza e Diogo Maga rematou às malhas laterais. Não marcou o Académico fê-lo o Estoril aos 13 minutos, com Manga Ondoa a concretizar uma transição rápida da equipa lisboeta.
Reagiu a turma comandada por Nuno Braga mas encontrou pela frente um adversário muito bem organizado defensivamente, demonstrando coesão, ao contrário do que aconteceu com o setor defensivo academista na ocasião do golo sofrido.
Ainda assim, realce-se que o Académico insistiu na toada atacante e acabou, fruto do esforço ofensivo, por obter um canto e da conversão do mesmo chegou ao empate por Nikos Michelis, estavam decorridos 38 minutos.
Até ao descanso foi o Académico que esteve sempre mais perto de marcar. O intervalo chegou e a igualdade até se aceitava, tendo em conta a movimentação das duas equipas durante os 47 minutos. O Académico de Viseu praticou um futebol mais técnico, de que resultou apenas um golo, enquanto o Estoril Praia optou pelo futebol mais prático e baseado na profundidade, o que também não lhe deu mais do que o golo aos 13 minutos, consentido pela defesa da casa.
Para o reatamento o treinador do Estoril promoveu duas alterações e a equipa melhorou a sua dinâmica ofensiva e aos 52 minutos, na conversão de um canto, voltou a ficar na frente do marcador com um golo Rúben Silva. Voltou a reagir a equipa viseense sempre em triangulações ofensivas e aos 67 minutos viu a bola embater na barra da baliza de Diogo Dias.
O Estoril Praia passou a ter pouca pressa na movimentação, descendo as suas linhas o que se compreendia porque o marcador era-lhe favorável. Aos 77 minutos o Académico falhou, incrivelmente, a possibilidade uma das melhores possibilidades de empatar até então, quando Kelve Semedo, depois de todos os defesas contrários estarem fora linha de ‘tiro’, rematou ao lado do poste. A toada ofensiva academista manteve-se e aos 86 minutos beneficiou de uma grande penalidade, mas Kelve Semedo permitiu a defesa da Diogo Dias.
O Académico foi a equipa que mais ocasiões de golo, mas cabe-lhe o demérito de ter sido muito perdulário, não finalizando jogadas e lances de bola parada, de forma que roça o escândalo, tendo ficado de fora dos quartos-de-final por pura culpa própria.








