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PJ deteve padrasto e tio que abusaram de menores

Os dois homens, de 33 e 63 anos, um padrasto e outro tio das menina, estão em prisão preventiva a aguardar julgamento

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem a detenção de dois homens, suspeitos da prática do crime de abuso sexual de crianças. Uma situação aconteceu em Coimbra e a outra em Viseu, ambas resultantes de uma investigação da Diretoria do Centro da PJ. As vítimas têm ambas atualmente 13 anos.

Em Coimbra foi detido um homem de 33 anos, solteiro, sem profissão, que abusou a menina quando esta tinha 7 anos de idade, em abril de 2020, esclarece a PJ. O crime aconteceu numa altura em que o suspeito tinha uma relação com a mãe da vítima, assumindo, em rigor, o papel de seu padrasto. «Aproveitou-se da relação de proximidade e de confiança familiar e sujeitou a vítima a atos sexuais de relevo», refere fonte ligada à investigação.

A menina nunca se queixou e a mãe não suspeitava do que tinha acontecido com o seu companheiro, relação que entretanto terminou. Todavia, recentemente, a senhora deu início a um novo relacionamento amoroso, facto que fez a menina, atualmente com 13 anos, sentir-se ameaçada e reviver mentalmente as sevícias sexuais a que foi sujeita há cinco anos atrás, refere a PJ. Por isso, e com medo que a situação se voltasse a repetir com o novo companheiro da mãe, resolveu contar à progenitora o que tinha acontecido, partilhando os fantasmas que a ensombravam.

Perante esta revelação, a mãe de imediato apresentou queixa às autoridades, desencadeando a investigação da PJ, que deteve o suspeito na passada quinta-feira. Sem antecedentes criminais, o detido foi presente a primeiro interrogatório judicial e encontra-se em prisão preventiva a aguardar julgamento.

Mais complexa é a situação registada em Viseu, onde um tio abusou de forma reiterada da sobrinha, cuja tutela lhe estava entregue por decisão judicial há sete anos, devido a dificuldades de vária ordem, nomeadamente económicas, da respetiva família. Os abusos começaram, de acordo com fonte da PJ, em janeiro do ano passado, com o suspeito a «aproveitar-se do seu ascendente» e «fragilidade» da vítima para a «sujeitar a atos sexuais de relevo».

A menina, atualmente com 13 anos, foi-se sujeitando aos caprichos sexuais do tio e «com medo de ser institucionalizada», manteve-se em silêncio durante praticamente 16 meses, período em que a gravidade dos abusos também foi crescendo. «A menina chegou a um ponto em que não aguentava mais», refere a PJ e decidiu fazer um telefonema para a linha de apoio da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, entidade que alertou a PJ, há pouco mais de uma semana, dando origem à investigação.

O suspeito, um homem de 63 anos, casado com uma tia da menina, que trabalha na área da área da mecânica automóvel, foi detido na quarta-feira pelos inspetores da PJ pelo crime de abuso sexual de crianças. Todavia, não foi a primeira vez.

Com efeito, segundo apurámos, há cerca de dois anos o suspeito começou a abusar da sobrinha mais velha, irmã da vítima, que entretanto deixou a casa dos tios. Na altura, a PJ investigou o caso e o processo de abuso sexual foi provisoriamente suspenso, com advertência ao suspeito relativamente ao comportamento assumido para com a sobrinha. De nada valeu, pois a história voltou a repetir-se com a irmã mais nova.

Abril 26, 2025 . 10:00

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