Fundador: 
Adriano Lucas (1925-2011)
Director: 
Adriano Callé Lucas

Produtos endógenos em destaque no mercado electrónico da CIM


José Alberto Lopes sexta, 22 maio 2020

Decorreu ontem a cerimónia de apresentação oficial do Mercado Online "Prove Viseu Dão Lafões", iniciativa promovida pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, CTT – Correios de Portugal e pela plataforma de comércio electrónico Dott, tendo como parceiros o Turismo Centro de Portugal, os Grupos de Acção Local (GAL) - Adices, ADD, ADDLAP e ADRIMAG – e a CVR Dão. A sessão de abertura foi transmitida em tempo real nas páginas oficiais de Facebook da CIM e do mercado online no site Dott.
A ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, que participou na sessão de inauguração, considerou a iniciativa “um reflexo do momento que vivemos”, enaltecendo a capacidade de adaptação e de resiliência dos portugueses na procura de respostas diferentes para um “momento único, que não conhecíamos há dois meses e meio”.
A responsável referiu que “a agricultura disse presente, desde o primeiro momento, criando condições para que a produção e a distribuição pudessem ter continuidade, levando alimentos seguros a casa dos portugueses”, acrescentando que esta nova forma de relacionamento comercial, como são os casos do “Prove Viseu Dão Lafões” e do “Alimente quem o Alimenta”, “veio para ficar e caberá a todos nós fazer com que possa cada vez mais servir o nosso país, as regiões mais rurais, com menor densidade populacional, e com isso sermos capazes de alimentar a economia nacional, regional e familiar, valorizando aquilo que é nosso, os nossos produtos”.
A ministra enfatizou ainda que este é um momento “para reforçar a nossa identidade, porque a região que esta CIM cobre oferece produtos de qualidade ímpar, com uma diversidade tão grande e tão rica, e temos de saber tirar partido disso mesmo, para promovermos a marca Portugal”.
“Esta iniciativa foi uma forma rápida de fazermos diferente, juntando o turismo, o poder local democrático, os produtores, os CTT e a Dott, criando condições para, num espírito de serviço público, podermos servir as populações e minimizar os efeitos que esta crise está a ter nas nossas vidas”, concluiu.

CIM está “de coração aberto com os seus produtores”
Por sua vez, Rogério Abrantes, presidente da CIM Viseu Dão Lafões, realçou que a entidade a que preside está “de coração aberto com os seus agricultores”, acreditando que o mercado online vai ser “um enorme sucesso, ajudando os produtores a escoar os seus produtos de excelência numa altura em que se viram privados de o fazer nas feiras e nos mercados locais”.
O autarca agradeceu aos parceiros que tornaram este projecto viável, nomeadamente aos CTT e ao Dott, “que vão acompanhar todo o processo, desde o clique no site num produto, que pode ser o nosso queijo da Serra da Estrela, o vinho do Dão, os enchidos, mel ou compotas, até à casa dos portugueses”.
A finalizar, aludiu à reabertura das feiras semanais e ao desconfinamento, convidando a uma visita “a este nosso quintal da Beira, que vos receberá de coração aberto, onde podem visitar as nossas quintas e adegas com todas as normas de segurança”.
Nuno Martinho, secretário executivo da CIM, salientou que a marca “Prove”, lançada em 2012, já estava pensada para ser lançada online há algum tempo, tendo o processo sido “acelerado para fazermos face à pandemia e à quebra de rendimentos dos nossos produtores”.
“Esta nova situação trouxe também um mundo novo, em que se mudaram os hábitos de consumo e foi necessária uma readaptação a esta realidade”, asseverou, adiantando que “foi gratificante verificar como as nossas empresas, em tão pouco tempo, tiveram capacidade de mudar o seu branding e a sua comunicação, para agora integrarem este tipo de plataformas digitais”.
Depois de revelar que o mercado online conta já com 2 dezenas de produtores e mais de uma centena de artigos, Nuno Martinho garantiu que há “mais de 70 produtores sinalizados para aderir ao mercado Prove Viseu Dão Lafões, que terá uma área exclusiva no Dott para os produtos de excelência da nossa região, que podem, assim, chegar a todas as zonas do país, de forma prática, segura e cómoda, a todos os consumidores”.
Este mercado inovador pretende ser um acelerador para a transformação digital das micro, pequenas e médias empresas da região, tendo por missão apoiar os produtores locais no escoamento dos seus produtos a nível nacional, face ao contexto que se vive com a pandemia covid-19 e às fortes quebras registadas nos mercados tradicionais. Pretende ser uma solução eficaz para divulgar e comercializar produtos locais a preços competitivos, não apresentando custos de adesão e aliando comissões baixas para produtores à máxima conveniência, comodidade e segurança para consumidores.
O mercado contará com produtos como queijos, vinhos do Dão, enchidos, mel, compotas, chás e infusões, entre outros, e ficará alojado no maior shopping online de Portugal, o Dott, em http://dott.pt. A logística e distribuição até casa dos clientes ficará a cargo dos CTT.


“Consumir Portugal dentro de Portugal é um dever patriótico”

O presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, na sua intervenção, considerou ser “um dever patriótico consumir Portugal dentro de Portugal”, enaltecendo “o sentido de oportunidade deste modelo de negócio”. “Há um conjunto significativo de empresas e de postos de trabalho que estão em risco devido a esta situação de pandemia, e medidas como esta podem ser cruciais para ajudar a fazer crescer a economia do país”, evidenciou, adiantando que a agricultura “é um sector estratégico e um sector chave para a actividade turística, porque o que nós temos de melhor é aquilo que é nosso”.
João Bento, presidente executivo dos CTT, definiu a iniciativa como “uma prova de uma atitude inovadora e de uma adaptação às circunstâncias mais adversas”.
A finalizar, Gaspar d’Orey, CEO do Dott, referiu que este mercado se enquadra na missão da plataforma, “assente no nosso pilar - dos portugueses para os portugueses”, dando, assim, uma oportunidade aos produtores de alargarem o espectro da sua actividade, “vendendo para todo o país e não apenas na sua região de origem".