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Reportagem: A multidão partiu, mas “Fátima ganhou uma outra dimensão”


Texto: Nuno Henriques / Foto: Luís Filipe Coito sexta, 19 maio 2017

Já não há filas de trânsito, os lugares para estacionamento abundam e os condicionalismos à livre circulação não existem. Fátima mudou e está livre de 'sinais' proibitivos... A multidão também já não está lá. Mas o "manto de Luz" perdura. O Santo Padre chegou ao Santuário mariano há uma semana. Veio como peregrino e quase 24 horas depois partiu. As televisões e o frenesim mediático despediram-se até uma outra reportagem, uma outra peregrinação, ou a próxima visita papal.
A Cova da Iria e a sua espiritualidade continua lá. Longe do meio milhão de peregrinos dos dias 12 e 13 de Maio, o recinto ainda atrai milhares por estes dias. A Capelinha das Aparições e Nossa Senhora do Rosário de Fátima são o ‘foco’. Movem a fé de portugueses e também de estrangeiros – muitos -, e agora os novos santos também. Francisco e Jacinta Marto são uma nova 'luz' de peregrinação.
As estátuas que evocam os pastorinhos no interior do recinto são um dos muitos ‘pontos de encontro’, e de ‘partida’ na visita ao Santuário. Raros são os que não escolhem o local para a memória fotográfica. Foi lá, junto aos pastorinhos, que encontrámos Clemente e Maria. O casal, brasileiro, estava há um dia em Portugal e, ontem, Fátima era o destino planeado há muito tempo. A viagem – um roteiro de fé – foi “motivada pelo Centenário das Aparições”. A presença na ‘cidade Santuário’ “dá um arrepio”, suspirou Clemente Basile. 
“É muita comoção. Eu nem gosto de falar muito… Minha mãe era devota de Nossa Senhora de Fátima e eu lembro-me muito dela, e ela colocou no meu nome Maria de Fátima”, adiantou a mulher. 

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