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Quinta-feira, 19 de Novembro 2009

 

 

Obras para conclusão da ecopista já têm luz verde
A construção da ecopista que liga Viseu e Santa Comba Dão pode, agora, avançar depois de ter estado algum tempo parada. A obra já recebeu o visto do Tribunal de Contas, o que, segundo o presidente da Câmara Municipal de Viseu, deixa o empreiteiro "mais descansado" e coloca tudo "mais legal".
Fernando Ruas disse, ontem, na primeira reunião com os presidentes das Juntas de Freguesia de Viseu, que o empreiteiro começou a obra mesmo sem ter o visto, mas receou continuar, pois trata-se de um investimento de cinco milhões de euros. A Câmara de Viseu já tem abertos 7,5 quilómetros de ecopista e, agora que a construção vai ser retomada, Fernando Ruas espera que esteja concluída em Junho para "cumprir a promessa de a inaugurar a pé até Santa Comba Dão", cerca de 50 quilómetros.
O autarca aproveitou a reunião para dar as boas-vindas aos novos presidentes de Junta, entre eles o da freguesia de Coração de Jesus, Diamantino Santos, onde se realizou a reunião. Lembrou que já foram feitos 8 751 contratos programa com as freguesias, que, no seu entender, cada um corresponde a uma obra da responsabilidade das Juntas de Freguesia.

Gestão planificada
nas freguesias
Garantiu que os contratos-programa vão continuar, mas alertou que tem de haver uma "gestão planificada", ou seja, as Juntas devem avançar com novos projectos quando já têm os anteriores concluídos. Fernando Ruas assegurou que as finanças do município estão equilibradas, mas que isso "não pode ser tido como um dado adquirido". "A Câmara só pode comprar se entrarem meios financeiros, temos de ter receitas para depois distribuir e é com esta postura realista que vamos começar o mandato", frisou.
Para evitar situações em que as Juntas de Freguesia fazem obras e só depois as empresas privadas fazem valas para instalar equipamentos (fios, gás ou outros), Fernando Ruas quer que esses trabalhos sejam feitos nas condições estabelecidas. "O objectivo é nunca obstaculizar, porque precisamos que as empresas façam o trabalho, mas tem de ser com regras, temos a obrigação de coordenar estes serviços".
Fernando Ruas pediu ainda aos presidentes das Juntas para que, sempre que encontrarem um espaço abandonado, o ajardinarem com o apoio da Câmara. Quanto às casas em ruínas, em que os proprietários ou herdeiros não querem colaborar com a sua requalificação, "têm de se carregar com mais impostos".
A reunião serviu também para os presidentes das Juntas e associações convidadas exporem os problemas das freguesias que representam. António Neves, da freguesia de Boaldeia trouxe à discussão o problema que tem tido com os madeireiros "e que ainda não foi possível resolver". "Entram com grandes máquinas, com grande tonelagem, fazem valas enormes nos caminhos florestais e agrícolas e nós temos de os arranjar", criticou.
Além disso, os madeireiros utilizam o parque da feira quinzenal como estaleiro e, há algum tempo, derrubaram um muro, obrigando António Neves a recorrer aos tribunais. A solução que Fernando Ruas adiantou foi a de colocar sinais de trânsito limitadores de peso e, caso não cumpram essa limitação, as pessoas devem chamar as autoridades.
Horácio Carvalho, comandante da Polícia Municipal, aconselhou que se chamasse a Guarda Nacional Republicana ou a Polícia Municipal, além da recolha de dados como a matrícula das máquinas e demais transportes. Assim, o presidente vai falar com especialistas e definir uma solução para este problema.
Outra questão referida na reunião foi a dos camiões que permanecem estacionados durante o fim-de-semana em locais onde tal não deveria ser permitido. Fernando Ruas defendeu que os camionistas deviam encontrar outro sítio para estacionar e não à frente das suas residências, visto que ao fazerem as manobras "estragam os pavimentos" e "põem os camiões a trabalhar muito cedo, à hora de repouso das pessoas".

"Bossa do camelo"
definitiva ou temporária
O presidente da Câmara exortou o Governo a esclarecer se o traçado da auto-estrada A25 onde existe a "bossa do camelo" é definitivo ou se ainda pretende usar os terrenos do "caminho das vinhas".
Desde 2006 que a A25 tem uma curva em forma de "bossa do camelo", com limite de velocidade de 80 quilómetros por hora (controlada por radar), junto ao nó do Caçador, no concelho de Viseu, que tem sido muito contestada.
O autarca de Fragosela, António Lopes, considerou que, se o traçado da "bossa do camelo" é para ser definitivo, devem ser libertados os terrenos do chamado "caminho das vinhas", porque os seus proprietários estão a ser prejudicados, nomeadamente na povoação de Espadanal. Neste âmbito, pediu ao presidente da Câmara para saber se a Estradas de Portugal ainda pretende usar o corredor do "caminho das vinhas" ou se o da "bossa do camelo" é mesmo definitivo.
Fernando Ruas disse temer que só se venha a saber se o traçado da "bossa do camelo" é provisório ou definitivo "quando houver um acidente grave", até porque as multas recebidas pelas infracções detectadas pelo radar "parece que dão receitas diárias significativas".  

 

 


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