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Terça-feira, 17 de Novembro 2009

 

 

Colisão corta circulação na estrada de Nelas durante hora e meia
Uma colisão entre dois automóveis, em cima da Ponte Pinoca, no limite dos concelhos de Viseu
e Nelas, resultou ontem no corte da circulação na Estrada Nacional n.º 231. Dezenas de condutores,
de um lado e do outro da ponte, tiveram de esperar cerca de uma hora e meia para que a via fosse
limpa e novamente aberta ao trânsito José Fonseca O mau tempo e algum excesso de velocidade poderão ter estado na origem de um acidente ocorrido durante a manhã de ontem na Estrada Nacional n.º 231 (EN231) junto à Ponte Pinoca, obra de arte que liga os concelhos de Viseu e Nelas, permitindo a passagem sobre o Rio Dão.


O sinistro - uma colisão entre dois veículos ligeiros de passageiros, que ocorreu poucos minutos depois das 9h30 - foi bastante aparatoso, no entanto, os condutores de ambas as viaturas sofreram apenas ferimentos ligeiros, tendo sido transportados para o Hospital de S. Teotónio de Viseu para receberem tratamento médico.
No entanto, o facto de os automóveis terem sofrido grandes danos, ao ponto de espalharem combustível e óleo no asfalto, e uma delas ter ficado atravessada na via, impossibilitando a passagem de qualquer outro veículo na ponte, obrigou as autoridades a cortar a circulação na EN231.
A decisão deixou dezenas de automobilistas, de um lado e do outro do Rio Dão, à beira de um ataque de nervos, porque tiveram de esperar cerca de uma hora e meia pela chegada dos bombeiros para que estes limpassem a via, deitando calcário para absorver todos os líquidos derramados na via pelos carros sinistrados.
"Não se entende que sejamos obrigados a esperar uma hora e meia para que alguém limpe a via, ainda mais quando, segundo a GNR, não havia outros acidentes na zona", referiu Jaime Silva - um dos automobilistas que ficaram à espera - ao nosso Jornal. Outras pessoas lamentaram que as autoridades não tivessem desviado o trânsito por estradas alternativas, evitando assim que os condutores ficassem "presos "na EN231.
A Guarda Nacional Republicana, que tinha no local uma patrulha do Destacamento de Trânsito, justificou a opção com a necessidade de evitar que os carros passassem pela zona do acidente e espalhassem depois o óleo e o combustível pela estrada, na qual, devido às muitas curvas, já de si é muito difícil circular especialmente em dias de chuva. Muitos dos condutores tentaram convencer as autoridades a desviar um dos carros para poderem passar, mas os militares foram intransigentes. Por essa razão, alguns dos automo-bilistas, nomeadamente aqueles que conhecem as estradas da região, optaram por voltar atrás, cortando para vias alternativas, como por exemplo, a ligação através de Santar e Silgueiros.
Por volta das 11h00, a fila de carros, tanto do lado de Nelas como do lado de Viseu tinha cerca de dois quilómetros, situação agravada pelo facto de alguns automobilistas terem abandonado as suas viaturas para irem a pé até ao local do sinistro. A circulação foi restabelecida por volta das 11h20.  

 

 


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