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Quarta-feira, 28 de Outubro 2009

 

 

Isaura Pedro diz que executivos socialistas deixaram "pesada herança"
Diário de Viseu (DV) - - É o segundo mandato à frente da Câmara de Nelas. Vai repetir a mesma "fórmula" que a levou a ganhar estas eleições ou o que se pode esperar da autarquia nos próximos quatro anos?
Isaura Pedro (IP) - Sim, vamos continuar a executar uma política de proximidade e, com humildade, mobilizar as pessoas para as nossas causas que são as delas.
Vamos continuar a lutar por um concelho homogéneo tratando todas as freguesias e munícipes por igual, porque, depois de eleitos somos os representantes de todos e não apenas dos que nos elegeram.

DV - A coligação conseguiu mais um vereador relativamente a 2005. Como vão ser distribuídos os pelouros?
IP - É verdade que o povo nos confiou a responsabilidade de governar com mais um vereador. Essa responsabilidade vai ser assumida com grande determinação, porém, a distribuição dos pelouros é uma questão que, não sendo de menor importância, iremos abordar em função das características e competências de cada um dos eleitos.

DV - Acredita que este mandato será mais pacífico que o anterior?
IP - Naturalmente que sim. Esta maioria reforçada permite--nos encarar os próximos quatro anos com tranquilidade porque o povo, para além de nos ter dado a maioria, votou claramente nas nossas propostas em detrimento das da oposição. Como tal, todos têm a consciência que as grandes opções já estão tomadas, devendo assim colaborar na execução das mesmas.
Esta tranquilidade política vai, contudo, ser dificultada pelo preocupante momento de crise económica e social que atravessamos. A responsabilidade dos lugares que ocupamos obriga-nos a não perder tempo com questões acessórias, cabendo a todos os eleitos contribuir para ajudar a ultrapassar este momento, sem nos desviarmos do essencial, as pessoas.

DV - Quais as prioridades para o município?
IP - Há muito que definimos as prioridades para o concelho, definindo cinco eixos e 20 compromissos para este mandato. Para consubstanciar estes compromissos vamos, dentro das nossas competências, concluir a 2.ª fase da variante, construir os centros escolares, requalificar as zonas industriais, construir o museu do vinho, melhorar a rede de água e saneamento e construir habitação social para os mais carenciados. Naturalmente que, para isto ser possível, também terá e haver uma melhor execução do QREN, nomeadamente no que respeita à contratualização feita com as comunidades intermunicipais que se tem perdido em burocracias.

DV - Qual o grande projecto para este mandato?
IP - As obras que enunciei são todas grandes projectos, mas a melhoria da rede de abastecimento de água e saneamento é fundamental para a melhoria da qualidade de vida de todos e para a melhoria das questões ambientais. Os executivos socialistas deixaram uma pesada herança nesta área e só agora vamos poder realizar estes investimentos, onde destaco a construção e requalificação de ETAR's.

DV - Nelas foi um dos municípios que nos últimos anos sofreu com o encerramento de uma grande fábrica e que colocou várias pessoas no desemprego. O que este executivo vai fazer para captar o investimento?
IP - O que temos vindo a fazer até agora, dentro das nossas competências. Durante este mandato, baixámos o preço dos terrenos nas zonas industriais, melhoramos algumas das suas infra-estruturas e agora, por via do QREN, vamos requalificar e modernizar as zonas industriais, potenciando ainda mais essa capacidade de atracção e de expansão de indústrias.
O diálogo que temos mantido com o tecido empresarial tem sido bastante proveitoso e é também por essa via desta cooperação estratégica que alguns desses empresários nos têm ajudado a atrair novos investidores.
Neste aspecto, é bom relembrar que a fatia maior da responsabilidade em matéria de competitividade da economia cabe ao governo central a quem também iremos pedir responsabilidade e medidas concretas para ajudar a fomentar uma estratégia de crescimento económico, em especial para o interior e para as pequenas e médias, onde nos enquadramos.

DV - Vai chegar a altura de se recandidatar sem ser em coligação?
IP - Não. Além de não achar nada cordata a questão colocada após tão expressivo resultado. A nossa vitória é resultado do trabalho de todos.

DV - Mantém-se como a única mulher à frente de uma autarquia no distrito de Viseu. O que apreendeu nos últimos quatro anos? E que ensinamentos para o futuro?
IP - Durante estes quatro nos aprendi que vale a pena fazer política com autenticidade e próximo das pessoas.
Há quatro anos o povo quis uma mudança de estilo e de políticas. Com a nossa vitória implementamos um modelo que não sabíamos se resultaria, mas procuramos humanizar a política, respeitar os compromissos eleitorais e com humildade executar a nossa estratégia de desenvolvimento.
Como o resultado foi muito positivo, vamos dar continuidade a este rumo, onde as pessoas vão continuar a estar em primeiro.  

 

 

SR

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